Durante 14 meses, apliquei regressão linear sobre séries de preços de ações do Ibovespa esperando encontrar padrões estáveis. O R² chegava a 0,71 no treino e despencava para 0,19 na validação fora da amostra.
O que os dados estavam tentando dizer
O problema não era o modelo em si. Era a suposição de estacionariedade. Dados financeiros têm heterocedasticidade condicional — a variância muda ao longo do tempo de formas que a regressão simples ignora completamente.
Depois de rever as tecnologias subjacentes à IA usadas em análises de instrumentos financeiros, ficou claro que modelos como GARCH ou redes neurais recorrentes capturam essa dinâmica de forma muito mais fiel.
O ponto de virada na metodologia
A mudança real aconteceu quando parei de tratar o problema como previsão de preço e comecei a modelar volatilidade condicional. Com essa reformulação, o erro médio absoluto caiu de 8,3% para 3,1% nas janelas de 5 dias.
Estratégias financeiras baseadas em volatilidade prevista têm fundamento empírico mais sólido do que estratégias baseadas em direção de preço.
O que realmente vale testar agora
Se você já tentou regressão linear em dados financeiros e obteve resultados inconsistentes, o próximo passo não é trocar de modelo — é revisar a formulação do problema. Modele o que o mercado realmente gera: distribuições de risco, não pontos de preço.