A lógica era simples: se cada modelo captura uma parte do sinal, combiná-los deveria capturar mais. O ensemble usava votação ponderada entre Random Forest, XGBoost, Ridge Regression, SVM e 3 variantes de redes neurais. No conjunto de validação fora do tempo, o ensemble ficou em último lugar entre todos os 7 modelos individuais.
O que a teoria não avisa sobre correlação entre modelos
Ensembles funcionam quando os erros dos modelos base são independentes. Em análises de instrumentos financeiros com as mesmas features de mercado, os modelos erram nos mesmos momentos — exatamente quando o mercado está em regime anômalo. A diversificação era ilusória.
Tecnologias subjacentes à IA e o custo de manutenção ignorado
Manter 7 modelos em produção significa 7 pipelines de retreino, 7 conjuntos de hiperparâmetros e 7 pontos de falha. O custo operacional subiu 4 vezes sem ganho mensurável em performance.
A decisão que simplificou tudo
Depois de 5 meses, a equipe selecionou 2 modelos com correlação de erro abaixo de 0,3 e os combinou com pesos dinâmicos baseados em performance recente. Estratégias financeiras de portfólio se beneficiam de diversificação real — não de complexidade adicional empilhada sobre os mesmos dados.
Se o seu ensemble não supera os modelos individuais fora da amostra, o problema está na seleção dos componentes, não na técnica de combinação.